Brasília - O País registrou em janeiro um rombo de US$ 11,6 bilhões nas suas transações com o exterior, que incluem os resultados da balança comercial (diferença entre importações e exportações), prestação de serviços, remessas de lucros e outras operações que envolvem entrada e saída de capitais.
É o maior deficit mensal da série histórica do Banco Central. O valor é 2,1% maior do que o registrado em janeiro do ano anterior, que havia sido recorde.
No acumulado dos últimos 12 meses, o deficit é de US$ 81,6 bilhões, equivalente a 3,67% de toda produção nacional medida pelo Produto Interno Bruto (PIB).
As despesas com juros e as remessas de lucros e dividendos das subsidiárias estrangeiras que operam no Brasil puxou o deficit de janeiro em US$4,3 bilhões.
Investimentos estrangeiros
De acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, o nível elevado das remessas se explica pelo crescimento da economia e do investimento estrangeiro direto no País.
"O investimento que ingressa no País gera renda, que significa salários, impostos, lucros, e parte disso se traduz em remessas maiores de lucros e dividendos."
O investimento estrangeiro direto é a principal fonte de financiamento das transações correntes. No mês de janeiro, o volume foi de US$ 5,1 bilhões, um número 37,6% superior comparado a janeiro do ano passado. No entanto, não chegou a financiar a metade do deficit de US$ 11,6 bilhões do mês.
A deterioração do resultado das contas externas do País foi impulsionada pelo maior deficit comercial da história para um mês de janeiro; as importações superaram as importações em US$ 4,06 bilhões.

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