Rombo da Previdência pode chegar a R$ 3 bi
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segunda-feira, 03 de maio de 2004
Agência Estado 
Brasília - O rombo nas contas da Previdência provocado pela correção dos benefícios concedidos entre março de 1994 e fevereiro de 1997 deve ser bem maior do que o governo estava esperando com o fechamento de um acordo com os aposentados para parcelar o pagamento dessa dívida. Em apenas quatro meses, de acordo com os dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), o Tesouro já comprometeu na íntegra os R$ 948 milhões reservados no Orçamento de 2004 para pagamento de pequenas sentenças judiciais do INSS.
As estimativas mais otimistas apontam que, até o final do ano, essa despesa pode subir até R$ 3 bilhões, bem mais do que o R$ 1 bilhão já assumido pelo Ministério do Planejamento. A cada mês, mais de R$ 300 milhões em ordens de pagamento bancária vem sendo emitidas pelo Conselho da Justiça Federal (CJF), graças a eficiência dos juizados especiais de pequenas causas.
A questão foi o fator determinante para inviabilizar um aumento maior do salário mínimo, pois deve elevar o déficit (despesas menos receitas) da Previdência para o patamar de R$ 31 bilhões em 2004. No início do ano, o governo esperava manter o buraco da Previdência em torno de R$ 28,4 bilhões, mas para isso dependia do sucesso do plano de renegociação com os aposentados, que diluía o pagamento da dívida de R$ 12,3 bilhões em cinco anos, a partir de 2005.


