Romanoski diz que varejo deve adotar novo perfil
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quarta-feira, 22 de julho de 1998
Carmem Murara 
O tradicional comércio varejista de médio porte tem duas preocupações hoje em dia: a estagnação da economia e a convivência com as novas alternativas de venda.
Como as lojas de R$ 1,99 ou as vendas via Internet e serviço telefônico 0800 -, que conseguem oferecer produtos de forma direta a preços mais baratos, provocando uma mudança no estilo de compra de muitos consumidores. Esses fatores estão contribuindo para o fechamento de lojas convencionais, que não conseguiram se adequar às mudanças do mercado. A solução, segundo o empresário Antonio Carlos Romanoski, é investir em modernização e abrir a empresa para os novos estilos de comercialização.
Romanoski fez uma palestra na Associação Comercial do Paraná, ontem à noite, para falar sobre os rumos do comércio varejista no País. Ele abordou os principais temas, que diariamente preocupam os empresários do setor. Quem não se aliar à tecnologia e às novas formas de compra vai ser engolido por elas, afirmou o empresário.
Ex-diretor presidente da Electrolux e sócio diretor da empresa Ibemec, Romanoski enfatizou a necessidade de o País reaquecer a sua economia, mas sem correr o risco de provocar o retorno da inflação. Estamos pagando um preço duro pela estabilidade, mas acredito que vale a pena porque tivemos o fim da inflação. Quem viver, verá, disse, em tom otimista.
Os comerciantes não estão tão otimistas quanto Romanoski. A Associação Comercial do Paraná não tem números precisos, mas assegura que centenas de pequenas e médias lojas estão fechando as portas no Paraná porque não conseguem mais suportar a concorrência dos grandes grupos comerciais, ou então das pequenas lojas que vendem produtos muito abaixo do valor de mercado.
Romanoski avaliou que as grandes empresas passam mais dificuldades em relação às pequenas. O pequeno está fechando, enquanto o grande está quebrando, comparou. A transição para a retomada do consumo e para a queda dos juros é um processo lento, que deve vir após as reformas estruturais que o País precisa fazer, afirmou.


