Romanoski atribui saída à desgaste com retração em 97
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 1998
Carmem Murara 
Arquivo FolhaMissão difícilAntonio Carlos Romanoski: Oscilações no desempenho das vendas no ano passado, principalmente da linha branca, forçou pelo menos 15 viagens ao exteriorUm dia após se desligar da diretoria geral da Electrolux do Brasil, Antonio Carlos Romanoski, diz que o desgaste físico e o sentimento de dever cumprido foram os fatores que fizeram com que ele desse novo rumo em sua vida profissional. Romanoski começará a atuar no mercado financeiro junto com investidores estrangeiros interessados em atuar no País. No próximo dia 2 de março, ele viaja a Nova York para acertar os detalhes do negócio.
O desgate apontado por Romanoski se deve às oscilações no desempenho das vendas no ano passado. O segmento da linha branca (geladeiras e freezers) foi um dos que mais sofreu com a redução do consumo no varejo. A queda nas vendas se deu entre os meses de abril e setembro e depois com a crise asiática do final do ano, que comprometeu ainda mais as vendas.
Tive que viajar ao exterior pelo menos umas 15 vezes para explicar as variações de vendas aos diretores. Isso foi muito desgastante, afirmou em seu novo endereço em Curitiba - o escritório regional da empresa Ibmec. Ele disse que as oscilações no mercado brasileiro sempre foram aceitas pela matriz da Electrolux.
Há 15 anos trabalhando para a Refripar e em seguida para a Electrolux, Romanoski assegura que seu afastamento não está atrelado a divergências com a diretoria sueca da fábrica. Sempre tivemos um excelente relacionamento. Se eu não quisesse sair, não sairia, afirmou.
Romanoski foi o responsável pelo processo de fusão da Refripar com a Electrolux. Da antiga diretoria da Refripar, sobraram Alzeno Lomann (diretor de Operações) e João Cláudio Guetter (diretor de Suprimentos e Logística).
Em todo o processo de saída da empresa, Romanoski diz que leva apenas uma pequena frustração. Ele gostaria de ver o novo investimento da Electrolux concretizado na Fazenda Rio Grande. A empresa iria investir R$ 300 milhões em duas etapas para construir a segunda fábrica do Estado. Mas o projeto foi cancelado.
No lugar de Romanoski, está o sueco Roland Folker Asell. O executivo era presidente do Conselho Administrativo da empresa, cargo que será acumulado com a presidência. Asell está no Brasil desde que a Electrolux assumiu o controle acionário da Refripar, o que aconteceu em 1996.


