O município de Rolândia está implantando mais um parque industrial - batizado de Roland -, em uma área de 10 alqueires. O local será destinado a novas indústrias, que devem se instalar no município até o final do ano. Nos últimos dois anos e meio, na gestão do prefeito José Perazolo, Rolândia ampliou o seu parque industrial com 15 novas empresas. Todas em funcionamento. Outras 23 estão em fase final de negociação para se instalarem também no município. E 20 empresas locais readequam as suas estruturas para ampliar a produção.
Rolândia descobriu o caminho para a industrialização racional ao implantar o Plano Diretor. A partir desse conjunto de orientações, a administração reorganizou os segmentos econômicos e sociais da cidade. Resgatou, também, áreas que estavam abandonadas, transformando-as em pólo de produção. Um exemplo é o Parque Industrial Cafezal, considerado até então inviável para a implantação de indústrias, e que hoje abriga várias delas, em plena atividade.
Cafezal e Roland integram os 63 alqueires destinados ao setor industrial de Rolândia. Odivaldo Moreno Alves, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, diz que foi feito um grande trabalho de pesquisa para se descobrir quantas e quais eram as áreas industriais do município, qual a situação em termos de infra-estrutura e o que era preciso para torná-las mais atraentes para o investidor. ‘‘Foi assim que descobrimos o Parque Cafezal e, através do Plano Diretor, chegamos à conclusão de era preciso adquirir menos terrenos do que imaginávamos. Foi uma forma de economizar e, ao mesmo tempo, restruturar os locais já existentes’’, conta.
Alves destaca também a crescente preocupação com a preservação ambiental, indicada no Plano Diretor. ‘‘A rota das indústrias é desviada de mananciais importantes’’. A prefeitura oferece incentivos como isenção e desconto de IPTU e compra subsidiada de terrenos. Mas fica atenta para o cumprimento do cronograma de trabalho apresentado pelos investidores. Juntas, a Secretaria de Obras e a de Desenvolvimento Econômico analisam cada caso e, em muitos deles, refazem cálculos e previsões para que a indústria não tenha problemas, como falta de espaço, quando for possível uma ampliação. ‘‘Mas, se a obra começa a demorar, voltamos a interferir e podemos até retormar o lote’’.
Para o vice-prefeito João Dário, o que torna o município atraente é a qualidade de vida e a localização do município, na rota do Mercosul. ‘‘Cerca de 20 mil veículos passam todos os dias nas rodovias que cortam a cidade. A grande maioria está indo ou vindo dos grandes centros. Isso faz com que as indústrias de Rolândia estejam em vitrine permanente, principalmente na BR-369 e BR-170’’.

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