Rolagem de dívida será menor este ano
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sábado, 02 de fevereiro de 2002
Soraya de Alencar e Adriana Fernandes Agência Estado 
Brasília- O governo acredita que o financiamento da dívida pública em títulos deverá ser mas fácil neste ano, apesar das eleições. O secretário do Tesouro Nacional, Fábio Barbosa, disse ontem que o baixo volume de vencimento de títulos este ano, principalmente a partir do segundo semestre, quando o debate eleitoral ganhará força, traz tranquilidade para o Tesouro enfrentar eventual volatilidade no mercado financeiro. Temos uma situação confortável que nos dá margem de manobra para enfrentar qualquer instabilidade, afirmou.
Para este ano, estão previstos vencimentos de R$ 192,5 bilhões em títulos do Tesouro e do Banco Central (BC), volume bem inferior aos valores de 2001, quando venceram cerca de R$ 280 bilhões. A nossa preocupação sempre foi deixar que o ano de 2002 fosse mais tranquilo, afirmou o secretário.
Barbosa divulgou ontem o 2º Plano Anual de Financiamento da Dívida Pública, documento que estabelece a estratégia a ser utilizada pelo Tesouro para financiar a rolagem dos títulos públicos neste ano.
Pelas novas metas, a dívida mobiliária deverá ficar entre R$ 700 bilhões a R$ 760 bilhões neste ano, valores que projetam um crescimento máximo de R$ 135,9 bilhões, ou 21,7% em relação ao estoque existente no final de 2001.
O maior problema para o Tesouro será o volume alto de vencimentos de títulos com correção atrelada à variação cambial. Esses papéis correspondem a 40% do total de vencimentos. O volume alto de vencimentos de cambiais é decorrente principalmente da emissão líquida de R$ 28,7 bilhões feita no ano passado, pelo Banco Central, para conter a alta do dólar.
O plano traz metas bem modestas para a dívida em 2002. Parte dessa cautela se deve às dificuldades enfrentadas pela economia no ano passado, quando o Tesouro teve de abandonar as principais objetivos do seu plano de financiamentro, como aumentar a parcela de papéis prefixados.
A prioridade em 2002, segundo Barbosa, é manter a política de alongamento do prazo médio de vencimento dos títulos para evitar problemas de financiamento. O que se busca é evitar situações como as vividas até 1994, quando a dívida era rolada de quatro a cinco vezes num único ano.


