A valorização do real que está ocorrendo em novembro reduziu a dívida mobiliária (em títulos públicos) do governo federal em R$ 13,8 bilhões até o dia 16. Somando os resgates de títulos que aconteceram, a dívida caiu de R$ 637,08 bilhões em outubro para R$ 620,52 bilhões. O valor da dívida caiu porque o Tesouro Nacional vendeu títulos corrigidos pela variação cambial por uma taxa mais alta que a atual.
De acordo com o coordenador da Dívida Pública do Tesouro, Paulo Valle, ocorreram 22 leilões extraordinários de títulos cambiais desde a semana dos ataques nos Estados Unidos. Os leilões foram feitos para conter a demanda dos investidores por dólar, o que poderia ter elevado mais a cotação da moeda. Em outubro, a dívida mobiliária aumentou 1,27% em outubro apesar de o Tesouro Nacional ter retirado do mercado R$ 2,8 bilhões.

Valle ressaltou, porém, que houve uma redução significativa dos títulos que vencem nos próximos 12 meses (incluindo novembro). Em dezembro de 99, 53,01% da dívida tinha de ser rolada pelo governo no prazo de um ano. Agora, esse percentual caiu para 26,96%.
Segundo ele, o mercado financeiro internacional considera que o melhor nível para esse indicador está entre 20% e 25%.

A rolagem da dívida nos próximos dois meses será muito tranquila, segundo o chefe do Departamento de Mercado Aberto do Banco Central, Sérgio Goldstein.

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