São Paulo - O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, negou ontem que houve lentidão por parte do governo brasileiro para informar a descoberta do foco de febre aftosa no município de Monte Alegre, no Pará, para os países importadores de carne. Segundo ele, qualquer problema de informação ocorreu no âmbito da Organização Internacional de Epizootias (OIE) - que regulariza a sa© úde animal. ''Não houve nenhuma lentidão e nehum atraso. Talvez o processamento da informação da OIE para os outros países tenha atrasado. Mas do nosso lado, foi absolutamente tempestivo'', disse Rodrigues.
No final de semana circularam rumores de que a equipe do Ministério da Agricultura estava sendo criticada pela lentidão para negociar o fim dos embargos comerciais à importação de produtos brasileiros. A situação, iniciada com o veto chinês à soja brasileira, teria piorado com os embargos russo e argentino à carne. No entanto, Rodrigues garantiu que o Brasil cumpriu todos os procedimentos exigidos pela OIE, dentro do prazo estipulado.
''Quando ocorre um foco de aftosa, qualquer país ligado à OIE tem 24 horas para informar o fato. É a OIE que se encarrega de informar todos os países membros. O Brasil cumpriu a sua obrigação no prazo combinado e informou a OIE. Só que houve um desencontro de comunicação.'' Segundo ele, o Brasil tomou o cuidado de informar diretamente alguns países sobre o incidente. Esse teria sido o caso da Argentina.
Vacinas - Os fabricantes de medicamentos veterinários vão doar 15 mil doses de vacinas contra aftosa à Federação de Agricultura do Estado do Pará (Faep) para imunização do rebanho de produtores sem recursos de Monte Alegre. Segundo Emílio Salani, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Sa© úde Animal (Sindan), as vacinas serão repassadas ao governo do Pará, que será responsável pela imunização dos animais. O objetivo é minimizar os riscos de contaminação de outros animais na região. ''Se quisermos erradicar a febre aftosa, precisamos colaborar com as localidades mais carentes de recursos, manter os investimentos em sanidade e atentar para aspectos como o sistema de vigilância e controle, rastreabilidade, certificação de qualidade e a integração efetiva de todos os segmentos da cadeia produtiva'', afirmou Salani.

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