Brasília - O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, afirmou que o ministério anuncia hoje a decisão definitiva sobre a suspeita de existência de focos de febre aftosa no estado do Paraná. De acordo com o ministro, técnicos de vigilância sanitária do estado e do ministério estão buscando entendimento nesse sentido.
Segundo Rodrigues, se os exames confirmarem a contaminação, o estado continuará o tratamento que já vem sendo implementado desde a suspeita: ''O Paraná já está sendo tratado com todos os mecanismos como se fosse, embora não tenha sido reconhecido como tal até agora''. O ministro ressaltou ainda que não há nenhum caso novo de aftosa no estado desde que surgiu a suspeita. Assim, segundo ele, ''é mais fácil tratar do assunto''.
O Uruguai irá retomar as importações de carne bovina dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A informação é da Secretaria de Relações Internacionais (SRI) do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
De acordo com o comunicado que o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai enviou à SRI, ''a evolução do risco sanitário está indicando condições favoráveis para autorizar o ingresso de carne, produtos, subprodutos e derivados de bovinos e suínos''. O Uruguai embargou a compra da carne brasileira desde 11 de outubro, por causa da ocorrência de febra aftosa no Mato Grosso do Sul. Até o momento 28 focos da doença foram identificados no estado.
CPI da carne - A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados já conseguiu as assinaturas necessária para a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Carne. O deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO) lerá hoje o requerimento que será entregue ao presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL).
A partir disso, a CPI poderá começar os trabalhos com a indicação de seu membros. Na Câmara, foram obtidas 211 assinaturas. Eram necessárias 171. No Senado, foram 32.
A criação da CPI foi motivada pela divulgação de gravações nas quais José Batista Junior, presidente do Grupo Friboi, maior frigorífico da América Latina, afirma que participou da formação de cartel e prática de dumping no mercado brasileiro.

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