Sucursal de Curitiba

DivulgaçãoMaurício Borges assina o convênio ao lado de Álvaro DiasA Telepar assinou ontem com o Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER) um convênio para iniciar a implantação da rede de fibras ópticas para a telefonia ao longo das rodovias federais que cortam o Estado. O projeto, intitulado Rotpar (Rede de Fibras Ópticas do Paraná), permitirá que a Telepar inicie a execução do projeto, que aumentará em 125 vezes a capacidade de ligações interurbanas e transmissão de dados no Estado. A rede começará a ser construída no município de Ponta Grossa, no próximo dia 2 de junho.
Pelo projeto, a Telepar colocará os cabos de fibra óptica a 40 centímetros de profundidade do solo, ao longo do acostamento das rodovias. A primeira fase tem 1,5 mil quilômetros. A obra interligará os municípios de Curitiba, Ponta Grossa, Apucarana, Londrina, Maringá, Campo Mourão, Cascavel e Foz do Iguaçu. O segundo anel terá 1,6 mil quilômetros e passará por Jacarezinho, Cornélio Procópio, Paranavaí, Goioerê, Pato Branco e União da Vitória. A etapa final estará concluída no final de 1998.
A Rotpar tem um investimento de R$ 400 milhões por parte da Telepar. O dinheiro se destina às obras de infra-estrutura e compra dos equipamentos. Uma das principais vantagens da implantação da fibra óptica é a velocidade. Através do atual sistema de microondas, a Telepar suporta 8 mil ligações interurbanas simultâneas. ‘‘Com a fibra óptica, a rede de telefonia terá uma capacidade potencial de até 1 milhão de telefonemas ao mesmo tempo’’, informou o presidente da Telepar, Álvaro Dias.
A escolha das rodovias para a implantação dos cabos foi feita pela facilidade e custo mais reduzido em relação à ferrovia e à rede de alta tensão. ‘‘Só a ausência dos custos de desapropriação deve responder por uma economia de 10% a 15% do investimento total’’, afirmou o diretor geral do DNER, Maurício Borges. O DNER fornece toda a estrutura física para o Rotpar, através da cessão das áreas de domínio.

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