Rodoviária dá prejuízo de R$ 100 mil a Londrina
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2003
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
O Terminal Rodoviário de Londrina dá um prejuízo anual de R$ 100 mil aos cofres públicos. Das 33 lojas disponíveis para aluguel, 15 estão vazias, indicando que o terminal não atrai empresários em busca de um bom lugar para instalar seu negócio. A informação é de João Batista Rezende, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), que está iniciando um programa para revitalizar a área e eliminar o déficit.
Na segunda-feira, o órgão inicia uma pesquisa entre os moradores da região leste (onde se localiza a rodoviária) para identificar que tipo de iniciativas as pessoas gostariam de ver implementadas no terminal. Além disso, a companhia vai realizar um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para reduzir em R$ 10 mil a folha de pagamento dos 86 funcionários, que totaliza R$ 80 mil mensais. ''Só com isso já zeraríamos o déficit'', afirmou.
Outras medidas para revitalizar a rodoviária estão sendo estudadas. Uma delas é promover atividades culturais e uma feira de produtos locais. A Codel também vai instalar um escritório de turismo com informações sobre a cidade.
Um espaço vai estar disponível para ônibus de excursões que queiram utilizar a estrutura como ponto de partida para as viagens. Outra novidade é uma sala de atendimento em saúde, cuja instalação é obrigatória em locais onde há mais de mil pessoas circulando.
A Codel está discutindo com os lojistas a possibilidade de mudar a logística do terminal para aumentar a circulação de pessoas entre as lojas. ''Atualmente, os passageiros entram direto para os portões de embarque ou desembarque'', avaliou Rezende.
Um dos lojistas insatisfeito com o movimento é Cícero Augusto da Silva, sócio do Restaurante Norte-Sul. ''O fluxo de pessoas reduziu dois terços'', reclamou. Muitos ônibus que antes só pegavam passageiros na rodoviária agora também realizam embarques em outros pontos da cidade.
O empresário sugere que o acesso ao terminal seja facilitado. Como só existe uma entrada, atualmente o pedestre tem que chegar à Avenida Dez de Dezembro para ingressar no prédio. ''É muito difícil, deveria haver mais portões'', apontou. Ele aprova a idéia de promover eventos e uma feira de produtos locais na Rodoviária. ''Poderia ajudar a aumentar o movimento.''


