Rodada de negócios em Foz tem movimento 55% menor
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terça-feira, 15 de setembro de 1998
Valmir Denardin 
O agravamento da crise econômica internacional já surte efeitos no Mercosul. A rodada de negócios entre 285 empresas de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile, promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), foi encerrada ontem, em Foz do Iguaçu, com um montante negociado 55% inferior à expectativa.
Na semana passada, antes do início do encontro, os organizadores previam negócios futuros em torno de R$ 50 milhões. Mas o balanço divulgado ontem aponta para um montante de apenas R$ 22,5 milhões. Os principais motivos apontados para essa redução foram as medidas baixadas pelo governo para conter a evasão de divisas e o déficit público, principalmente a alta dos juros, o controle das importações e as restrições ao crédito.
Além da queda nos negócios, o número de empresas participantes também diminuiu. Das 500 previstas inicialmente, apenas 285 mandaram representantes a Foz do Iguaçu - uma redução de mais de 40%. A comitiva chilena foi a mais atingida: das 30 empresas daquele país inscritas, confirmaram presença apenas sete.
Mas os empresários que participaram do evento demonstraram uma postura otimista em relação à crise financeira mundial. Mesmo que, com mais cautela, as empresas estão mantendo seus investimentos e buscando novos mercados, avaliou o diretor-superintendente do Sebrae/Paraná, Hélio Cadore. A rodada de negócios promoveu 405 reuniões entre pequenos e médios fornecedores, além de 26 empresas âncoras, de diversos ramos de indústria, comércio e serviços.


