Rodada de negócios deve gerar US$ 1,5 mi
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005
Reportagem Local 
Empresas que participam da Movelpar 2005 (Feira de Móveis do Paraná), no Expoara - Pavilhão de Exposições, em Arapongas, tiveram a oportunidade de negociar com importadores ontem, no primeiro dos três dias da terceira edição do Projeto Comprador - uma parceria entre a Agência de Promoção e Exportação (Apex) e Brasilian Furniture, programa de incremento à exportação de móveis, ligado à Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário (Abimóvel). A feira termina amanhã e as rodadas contam com o apoio efetivo do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), entidade que elegeu os importadores convidados para o evento em conjunto com o Expoara.
Foram 85 rodadas, envolvendo cerca de 20 representantes de fábricas nacionais e 12 importadores de 11 países. De acordo com Carlos Henrique Moreira, gerente financeiro da Abimóvel, a expectativa é que as 300 rodadas previstas para estes três dias gerem negócios na ordem de US$ 1,5 milhão durante todo o ano de 2005, em consequência dos contatos feitos entre fabricantes e importadores. Os participantes brasileiros elogiaram bastante o fato de terem sido selecionados importadores que buscam móveis com o perfil do mercado fornecedor brasileiro, o que garantiria, segundo eles, maior sucesso nas negociações.
Dos 11 países que participaram das rodadas de negociações, seis são da América Latina e três da África, continentes que, segundo os participantes, são os que tem maior potencial de crescimento no volume de importações do mobiliário brasileiro.
Ontem, o governador Roberto Requião (PMDB) esteve na Movelpar 2005 e elogiou a feira e a iniciativa do empresariado do setor moveleiro araponguense. Requião estava acompanhado do secretário estadual de Transporte, Waldyr Pugliese, do secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Luiz Mussi e do prefeito de Arapongas, Luiz Roberto Pugliese.
Durante pouco mais de uma hora, o governador visitou 12 estandes, foi fotografado com alguns expositores, atendeu a imprensa da região e se reuniu por alguns minutos a portas fechadas com empresários e políticos de Arapongas. Lembrando que durante a juventude, trabalhou no setor moveleiro, como vendedor, Requião afirmou estar admirado com ''a qualidade e o esplendor da feira''. ''Arapongas é a vanguarda para móveis no país. A Movelpar é uma das maiores feiras do Brasil'', disse.
Ontem foi assinado na Movelpar um contrato internacional de exportação de móveis do pólo moveleiro de Arapongas para Angola, no stand da Associação dos Exportadores de Móveis do Brasil (AEMB), pelo representante da Embaixada Angolana no Brasil, Victor Natanael Narciso e Samuel Contreira, que representa uma firma de distribuição dos produtos naquele país. A parceria que tem como principal finalidade a diminuição das tarifas para entrada de móveis do pólo moveleiro de Arapongas em Angola. ''Existe muita demanda por esses produtos em Angola, já que o país está sendo reconstruído depois da guerra civil'', afirma Karina Turbay Polônio, coordenadora de Comércio Exterior da AEMB.
O projeto vai ajudar a empregar também angolanos que terão a mão-de-obra utilizada na montagem e distribuição dos produtos, auxiliando no desenvolvimento do país. Ontem mesmo, a coordenadora e o presidente da AEMB, Antonio Merci Filho, percorreram os estandes da Movelpar para cadastrar as empresas do pólo moveleiro interessadas na exportação. ''As vendas para os empresários são garantidaa já que são feitas mediante encomendas. Eles podem vender a um preço bom e os angolanos comprarem a um preço baixo, devido à redução nas tarifas de importação'', afirma Antonio Merci.
Segundo a organização, pelo pavilhão estão circulam diariamente cerca de 11 mil pessoas entre expositores, representantes comerciais, serviços e lojistas. Elison Cattaneo Estrada, empresário do setor e presidente do Consórcio de Exportação de Móveis (Conex), disse que a feira está sendo bem visitada porque estão no evento três perfis de compradores: o de decoração, o de linha média e o de linha econômica, o que possibilita maior amplitude de negócios. ''Temos vários nichos de mercado em um mesmo ambiente'', salientou.


