São Paulo - Os robôs industriais, comuns nas montadoras de automóveis, começam a aparecer nas linhas de montagem de outras fábricas. A ABB, principal fabricante de robôs no País, vende atualmente 25% das máquinas a empresas de fora do setor automobilístico ou de autopeças. A expectativa é que, com o aumento da produção industrial brasileira, o número de empresas investindo em máquinas desse tipo seja ainda maior. ''O aumento da produtividade e o crescimento das exportações está levando as empresas a apostar nos robôs como solução mais inteligente e eficaz'', diz Ronaldo Venite, diretor de robótica da ABB.
Os autômatos de hoje são muito diferentes dos máquinas pioneiras da década de 80. Em primeiro lugar, são muito mais baratos. Há oito anos, um robô custava US$ 100 mil. Hoje, os avanços na produção de software e material eletrônico derrubaram preço para cerca de US$ 50 mil as máquinas de grande porte e US$ 25 mil, as menores.
Uma das grandes apostas da ABB para o mercado brasileiro é o FlexPiker, um robô de três braços e um par de câmeras que funcionam como olhos. O robô trabalha basicamente com manipulação e embalagem de produtos. A máquina ''enxerga'' os artefatos se aproximando na esteira - sejam eles pãezinhos, salsichas, chicletes ou sabonetes - e os recolhe e embala em alta velocidade. A primeira máquina desse tipo em operação no País embalará escovas de dente na Colgate - deixará prontas 120 escovas por minuto. O Brasil tem atualmente 4 mil robôs instalados. É um número muito pequeno quando comparado aos 350 mil do Japão e 105 mil da Alemanha.

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