‘‘A venda do Bamerindus ao Hong Kong and Shangai Bank Corporation é decorrência direta da inépcia do governador do Paraná em aceitar a proposta pela qual o Banestado assumiria o controle daquela instituição’’. A afirmação é do senador Roberto Requião (PMDB), para quem a venda do controle acionário do Bamerindus trará ‘‘grandes prejuízos para a economia do Estado’’.
Ao contrário das declarações feitas por Lerner, dando conta que o governo do Paraná tentou encontrar uma alternativa para a crise do Bamerindus, Requião disse ontem que o Banco Central estava disposto a aceitar uma fusão entre Bamerindus e Banestado. ‘‘Mas o governador não se interessou pela proposta e hoje o banco está passando para uma corporação que nada tem a ver com o Paranᒒ.
Desde o ano passado, quando surgiram os primeiros boatos sobre a intervenção no Bamerindus, Requião defende a permanência do Bamerindus sob o controle dos paranaenses. ‘‘O Bamerindus trabalhava com diversas linhas de financiamento que beneficiavam agricultores, pequenas e médias empresas e a sociedade paranaense. Por omissão do governador, tudo isso está correndo risco’’.

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