RMC tem menor taxa de desemprego entre capitais
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segunda-feira, 09 de agosto de 2004
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Grande Curitiba teve, em junho, a menor taxa de desemprego, comparada a outras seis regiões metropolitanas do País. O índice de 8,7% confirma o desempenho positivo em relação às demais capitais pelo 11º mês consecutivo. No mesmo mês do ano passado, a taxa foi de 10,2%. De janeiro a junho deste ano, a taxa média de desemprego ficou em 8,1%, enquanto que no mesmo período de 2003, o índice foi de 9,5%.
Apesar do resultado apresentado ontem ser considerado satisfatório pelos técnicos do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o número de pessoas desocupadas procurando trabalho na Região Metropolitana de Curitiba cresceu 5,3%, passando de 113 mil para 119 mil.
A diretora do Centro Estadual de Estatística do Ipardes, Sachiko Araki Lira, aposta em uma redução da taxa de desemprego a partir deste segundo semestre, período em que historicamente há aumento de produção na indústria para atender a demanda de final de ano. Os grupos que mais apresentaram baixas, em junho, foram os de comércio, reparação de veículos automotivos e de objetos pessoais e domésticos e comércio varejista de combustíveis (-2,2%).
Por outro lado, o crescimento no número de pessoas ocupadas em junho na comparação com o mês anterior foi de 1,5%, o que representou o ingresso de aproximadamente 19 mil pessoas no mercado de trabalho. Em relação ao mesmo mês de 2003, o crescimento foi mais expressivo: 3,6%. Os setores que mais empregaram foram os da indústria extrativa e de transformação, produção e distribuição de eletricidade, gás e água (7,9%); intermediação financeira e atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados à empresas (0,7%); e serviços domésticos (1,2%).
Outro dado positivo, segundo a pesquisa do Ipardes, foi o crescimento de 3,7% no rendimento médio real que passou de R$ 882,19 em maio para R$ 914,90 em junho. O índice, no entanto, foi puxado pelos salários do setor público, que cresceram 2,7%, passando de R$ 1.263,59 para R$ 1.297,30. No setor privado, o rendimento dos empregados caiu 1,4% (de R$ 765,91 para R$ 754,90).


