A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) fechou maio com a menor taxa de desocupação no mercado de trabalho, de 3,9%, e o melhor rendimento médio para o trabalhador, com R$ 2.027,20, do País. Foi o mesmo indicador de desemprego de Porto Alegre (RS) e um pouco superior à renda de São Paulo (SP), de R$ 1.988,10, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Números que apontam para a manutenção do aquecimento econômico na capital paranaense, que nos últimos anos teve Produto Interno Bruto (PIB) superior à média nacional.
Como o IBGE não faz a pesquisa na RMC, os números sobre Curitiba foram colhidos pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com a metodologia do PME. O diretor de estatísticas do Ipardes, Daniel Nojima, afirma que o mercado de trabalho da região tem mantido a dinâmica de demandar muita mão de obra. "Além do setor produtivo precisar de trabalhadores, nossa população economicamente ativa se coloca à disposição para trabalhar", conta. A taxa de atividade do público citado é de 60,7% no Paraná, ante média nacional de 57,1%.
Na comparação com o mesmo mês de 2012, os setores que garantiram os bons índices locais de ocupação em maio foram a construção civil (12,3%), a indústria (6,7%), serviços prestados a empresas (3,7%) e educação, saúde e administração pública (2,7%). Em relação a abril, as diferenças foram mínimas, diz Nojima. A taxa média de desocupação em maio do ano passado era de 4,3%, mas caiu para 3,9%.
Sobre a remuneração, o diretor de estatística diz que os serviços com negócio próprio, espalhados entre indústria, construção civil e outros, foi o que contou com maior crescimento. Somente na comparação de maio ante abril, a variação foi de 9,6%. "É um setor que cresceu bastante e que ajudou a elevar o índice de rendimento médio."

No País
A taxa de desocupação média brasileira foi de 5,8% no mês passado, a mesma de abril e de maio de 2012. O rendimento real médio foi de R$ 1.863,60 no País, valor 0,3% menor do que os R$ 1.869,87 de abril, mas R$ 1,4% maior do que os R$ 1.838,20 de maio de 2012.
Houve variação positiva mensal do rendimento médio real nos grupos de Serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (2,3%), Educação, saúde e administração pública (1,1%) e Serviços domésticos (1,6%). Na comparação anual, os destaques negativos foram Comércio, combustíveis e reparação de veículos automotores e domésticos (-1,0%), Educação, saúde e administração pública (-0,5%) e Outros serviços (alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais) (-1,8%).
O gerente da pesquisa do IBGE, Cimar Azevedo, lembra que a taxa de ocupação nos primeiros cinco meses de 2013 é um pouco maior do que em igual período do acumulado de 2012. "A média ainda não está menor, mas já está em um ritmo menor", afirma. Ele considera que a criação de vagas no País não tem acompanhado o crescimento da população.
Para Nojima, os índices indicam que passou a fase dos ganhos de rendimento do trabalhador terem ganhos expressivos. Porém, ele não vê risco de aumento do desemprego. "Um setor chave para o País é a indústria, que vem a mais de um ano com desempenho ruim e mesmo assim não diminuiu o número de vagas", conta. Ele diz que o empresariado está em compasso de espera para os próximos meses. "O que pode acontecer é uma estabilidade no mercado de trabalho." (Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem RMC tem melhor índice em renda e desocupação
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