Curitiba - A taxa de desemprego de agosto da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) foi de 7,6%, o mesmo índice registrado em julho. Isso significa que cerca de 112 mil pessoas em idade economicamente ativa estavam sem emprego na Capital e região no mês passado. Depois do Rio de Janeiro e empatada com Porto Alegre, a região de Curitiba registrou a menor taxa de desemprego do País em agosto. Já em comparação com agosto do ano passado, o desemprego na RMC caiu 0,6%, quando havia 116 mil pessoas sem trabalho. Os dados são da Pesquisa Mensal de Emprego realizado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), órgão vinculado do governo do Estado.
A diretora do centro de estatísticas do Ipardes, Sachiko Araki Lira, explicou que a taxa de desemprego na RMC vem caindo desde março até chegar a estabilidade. Apenas dois dos oito grupos de atividades pesquisados pelo Ipardes tiveram alta no número de contratações na comparação entre agosto e julho deste ano. Um grupo ficou estável e o restante apresentou queda. As altas no número de contratações ficou por conta do comércio, reparação de veículos automotivos, de objetos pessoais e domésticos e comércio varejista de combustíveis (+4,4%) e intermediação financeira e atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas (+2.9%).
Entre as quedas estão outras atividades (-5,9%), administração pública, defesa, seguro social, educação, saúde e serviços socais (-5,3%), outros serviços (-3,2%), construção civil (-2,2%) e serviços domésticos (-1,1%). Já o setor industrial se manteve estável no número de empregos.
Um item que chamou a atenção na pesquisa foi o aumento do número de trabalhadores com carteira assinada. Na comparação de agosto com julho, o número de trabalhadores com carteira assinada na RMC subiu 2,5% enquanto a quantidade de funcionários sem registro em carteira caiu 0,4%. O número de empregadores também subiu (2,7%). Já em relação a agosto do ano passado os números são ainda maiores: o número de trabalhadores que tinham carteira assinada subiu 10,3% (64 mil a mais) e os sem registro caiu 2,6%. E o número de empregadores subiu 6,9%.

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