Ritmo industrial dos EUA foi o mais lento em 18 anos
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sexta-feira, 15 de junho de 2001
Agência Folha De Brasília 
As fábricas norte-americanas trabalharam em maio no ritmo mais lento dos últimos 18 anos. De acordo com o Federal Reserve (banco central dos EUA), a utilização da capacidade instalada no mês passado foi de 77,4%, pouco acima dos 77% verificados em agosto de 83.
A capacidade ociosa de 23,6% é 4,5 pontos percentuais superior à média histórica entre 1967 e 2000. Em abril, as fábricas tinham usado 78,2% da capacidade. Outro indicador também divulgado ontem pelo Fed mostra que a economia dos EUA está longe de viver uma recuperação. A produção industrial recuou 0,8% em maio, a oitava queda mensal consecutiva. O nível de atividade da indústria no mês passado foi 3% inferior a maio de 2000.
O declínio pegou Wall Street de surpresa, porque foi maior do que o esperado. Ele atingiu praticamente todos os setores produtivos. A indústria de alta tecnologia, que inclui computadores e equipamentos de telecomunicação, viu sua produção ser reduzida em 1,2% em relação ao mês anterior.
Entre as indústrias de bens duráveis (que têm durabilidade de pelo menos três anos), a redução foi de 0,5%. Os fabricantes de não-duráveis foram fortemente atingidos pela desaceleração e amargaram queda de 1% no mês passado em relação a abril.
A maioria dos analistas do mercado norte-americano crê que o Fed vá executar um novo corte na taxa de juros de curto prazo, que atualmente está em 4%. Na última reunião do conselho do banco, no mês passado, houve corte de meio ponto percentual.
Na terça-feira, o Fed divulgou seu último relatório sobre a economia do país, o chamado Livro Bege. Nele fica claro que a situação se deteriorou em relação ao relatório anterior, divulgado no começo de maio e que influenciou na decisão de reduzir os juros.
O conselho do Fed se reúne nos próximos dias 26 e 27. Para os analistas do mercado financeiro, um novo corte deve ser anunciado no dia 27, ao final da reunião do comitê de política monetária.


