Os preços do café não devem cair além do nível atual. O que tinha de acontecer já aconteceu, a julgar pela oferta às indústrias de torrefação. A oferta de café manteve-se inalterada na semana passada, segundo o Sindicato da Indústria de Torrefação de Café de São Paulo (Sindicafé). O Indice de Oferta de Café (IOCI), calculado pela entidade, ficou na semana de 6 a 10 de julho em 3,40 pontos, praticamente estável em relação aos 3,37 pontos da semana anterior, ‘‘mostrando que a nova safra flui gradualmente no mercado’’. Segundo Nathan Herszkowicz, presidente do Sindicafé, o preço dos cafés no leilão de estoques oficiais da semana passada ficaram acima dos preços do produto da safra nova, ‘‘numa inquestionável demostração da dependência que as torrefações ainda têm deste tipo de caf钒.
Na opinião de Herszkowicz, o café comprado aos preços do leilão significará prejuízo na certa para as torrefações, que não terão como repassar aos preços finais, ‘‘que já estão declinando acentuadamente nas prateleiras do varejo’’. O IOCI, calculado pelo Sindicafé, é composto por uma escala de valores de 1 a 9. O número de 1 a 3 representa normalidade no abastecimento das indústrias. De 3 a 5, oferta seletiva. De 5 a 7, suprimento crítico. De 7 a 9, suprimento inviabilizado.

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