Brasília - O mercado mundial cresceu 28 vezes nos últimos 30 anos, segundo dados do Banco Mundial (Bird). Está computado nesse resultado o aumento da importação de produtos primários agrícolas e industriais, que subiu de US$ 55 bilhões em 1965 para US$ 482 bilhões em 1990. O poder de fogo do mercado agrícola dá a dimensão da necessidade com os cuidados sanitários. Nos Estados Unidos, por exemplo, entre 1906 e 1991, foram introduzidos 43 insetos exóticos, o que causou uma perda estimada em US$ 925 bilhões aos cofres públicos.
Os riscos não são apenas econômicos. Quando uma cultura é atacada por um inseto, fungo, bactéria ou vírus, a primeira atitude do produtor é usar mais pesticida e a consequência são solos e rios com mais resíduos químicos e trabalhadores rurais mais expostos a substâncias tóxicas.
Ainda que se leve em conta apenas o aspecto econômico, há especialistas em segurança biológica que alertam para a adoção de cuidados não só na importação de produtos agrícolas, mas também na exportação. Afinal, quando um país como o Brasil pretende aumentar suas exportações agrícolas, precisa ter bem estruturadas suas políticas de defesa animal e vegetal para conquistar e manter mercados.

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