Risco-país sobe 7,91% e supera 1.400 pontos. Bolsa cai 2,77%
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quarta-feira, 19 de junho de 2002
Agência Folha 
São Paulo Um onda de rumores alterou a tendência de baixa do risco-país do Brasil, que subiu 7,91%, para 1.404 pontos. A manutenção de juros feita ontem pelo Copom (Comitê de Política Monetária) não agradou o mercado, e a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em baixa pelo segundo dia, com queda de 2,77%.
Um dos rumores de ontem refere-se a subida do candidato da oposição à Presidência, Luís Inácio Lula da Silva (PT), líder nas pesquisas. Hoje será divulgada a pesquisa da CNI (Confederação Nacional das Indústrias) e o petista teria aumentado sua diferença em relação ao segundo colocado, o tucano José Serra.
O segundo rumor dá conta de que seria iminente um rebaixamento da recomendação para investimentos no Brasil pela agência classificadora de risco Moodys.
A manutenção da taxa de juros em 18,5% ao ano, anunciada ontem pelo Copom, frustou o mercado de ações, e fez o Ibovespa (índice que reúne as 57 ações mais negociadas na Bolsa Paulista) cai para os 11.493 pontos, com volume financeiro de R$ 546,189 milhões.
Nem a adoção da tendência (viés) de baixa para a taxa serviu para animar os negócios. Minutos após o anúncio da decisão do Copom, o Ibovespa, que estava em alta, começou a cair.
O mercado americano também soprou negativo para a Bolsa paulista. Alertas sobre lucros menores e investigações sobre práticas comerciais suspeitas de empresas deixaram Wall Street no vermelho. A Nasdaq, que concentra ações de tecnologia, fechou em queda de 2,99%. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caiu 1,49%.
O dólar comercial fechou em baixa de 0,29%, cotado a R$ 2,705 na compra e a R$ 2,707 na venda. O C-Bond, principal título da dívida brasileira negociado no exterior, cedia 1,71% para 64,5% do valor de face.


