O risco Brasil começou a semana em queda e quase fechou abaixo da barreira dos 400 pontos. Se isso ocorresse, seria a primeira vez desde o último dia 3 de janeiro, quando estava em 385 pontos. O indicador, medido pelo banco americano JP Morgan, recuou 0,49%, aos 402 pontos. Ontem exibiu mínima de 400 pontos.
Na prática, isso significa que, em média, os títulos da dívida externa do País pagam ao investidor taxa de retorno de 4% ao ano acima da paga pelos papéis do Tesouro americano.
Nas últimas semanas, os títulos dos países emergentes se valorizaram após o mercado reduzir suas apostas em uma alta brusca dos juros nos EUA, o que deixaria os papéis dos emergentes menos atrativos.
No começo deste ano, a expectativa de uma forte alta dos juros americanos havia ganhado força no mercado após a leitura da ata do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) sobre a reunião de dezembro. Mas, na semana anterior ao Carnaval, o Fed voltou a elevar os juros, de 2,25% para 2,50%, como era esperado, mas não emitiu nenhum sinal de que a taxa terá uma alta agressiva no futuro.
No final de 2004, o risco brasileiro estava em 382 pontos. Quanto menor esse indicador, menor o custo de tomar dinheiro emprestado lá fora.
Na crise de confiança com as eleições em 2002, o risco Brasil chegou a superar 2.400 pontos, ou seja, os bancos estrangeiros fecharam a torneira do crédito para empresas do País, o que fez o dólar, na época, encostar em R$ 4. A situação agora é oposta. A queda do risco favorece as captações de recursos lá fora por empresas e bancos, provocando um ''efeito tsunami'', ou seja, uma enxurrada de dólares que elevam a oferta da moeda americana e derruba suas cotações no País.

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