Risco Brasil seguirá caindo, prevê Lacerda
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quarta-feira, 26 de março de 2003
Rodney Vergili<br> Agência Estado 
São Paulo O presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Antonio Lacerda, disse ontem acreditar que o risco Brasil continuará caindo e o País deve ser um dos maiores destinos de investidores diretos, depois da China. Ele fez essa afirmação durante palestra na Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, em São Paulo.
Segundo Lacerda, houve uma percepção exagerada de risco durante a campanha eleitoral no ano passado e que agora está sendo corrigida com a manutenção de regras estáveis pelo governo Lula. O risco Brasil já declinou de 3 mil pontos no ano passado para 1.100, atualmente, e tende a continuar caindo, ressaltou Lacerda. A cotação do dólar diminuiu de R$ 3,95 em 2002, para os atuais R$ 3,40, e tende daqui para frente apenas a acompanhar a inflação.
Para Lacerda, o Brasil tem acompanhado a tendência de declínio dos investimentos no mundo, mas está em situação confortável no balanço de pagamentos. Ele observou que os investimentos estrangeiros mundiais somavam US$ 1,5 trilhão em 2000 para US$ 500 bilhões em 2002. Os investimentos diretos estrangeiros no Brasil, no período, declinaram de US$ 30 bilhões para US$ 17 bilhões.
A estimativa da Sobeet, entidade que faz estudos sobre o setor externo, é de que os investimentos diretos externos atinjam a US$ 15 bilhões em 2003, mas pode ser revisto para baixo conforme a estabilidade mundial derivada da guerra entre Estados Unidos e Iraque. Lacerda explicou que mesmo com a queda no investimento direto estrangeiro este ano, o País não terá problemas de financiamento.


