Risco Brasil é o menor em 3,5 anos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de setembro de 2003
Agência Folha 
São Paulo - O dólar caiu 0,27% e fechou vendido a R$ 2,902. A moeda norte-americana acompanhou o otimismo do mercado com a divulgação de indicadores positivos sobre a economia americana, a conclusão do primeiro turno da votação da reforma tributária na Câmara e o corte de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 2 pontos percentuais, para 20% ao ano.
O risco Brasil operou em queda, no menor patamar em três anos e meio, chegando a ficar abaixo de 650 pontos. Já o C-Bond, principal título da dívida externa brasileira, atingiu preço máximo de US$ 0,927, encostando no recorde histórico de US$ 0,928, batido em 16 de junho último. ''Os novos números reforçam os sinais de recuperação da economia'', afirmou o analista André Kitahara, do banco holandês Rabobank.
Ele fez alusão à queda acima da esperada dos pedidos de seguro-desemprego nos EUA na semana passada e o crescimento em agosto do índice que reúne os principais indicadores sobre a economia americana (chamado de ''Leading Indicators''). A retomada do crescimento dos EUA favorece a perspectiva de entrada de dólares por ser o país o principal destino das exportações brasileiras.Com o resultado da sessão de ontem, o dólar acumula queda de 2,5% no mês e de 18% no ano.
Bolsa - Na Bovespa, depois das fortes altas registradas nos últimos dias pelo setor de energia elétrica, ontem foi a vez das ações de telefonia. A Bolsa subiu mais 2,41% e agora acumula quase 50% de valorização no ano. O Itelecom, que reúne ações de 25 teles, subiu hoje 4,7%. Com o expressivo volume negociado de R$ 1,25 bilhão, a Bolsa registrou 62,4 mil negócios, cifra recorde. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o número de contratos DI também foi recorde, ficando em 530,1 mil.
''Acreditava que a Bolsa caísse hoje (ontem), pois a redução de dois pontos percentuais decidida pelo Copom nos juros já era esperada'', diz Michel Campanella, analista da corretora Socopa.
O destaque do pregão ficou com os papéis da Telemar. Uma das ações de maior liquidez do mercado, o papel preferencial da Telemar foi responsável por 20% dos negócios e subiu 5,56%. Na outra ponta, investidores embolsaram lucros acumulados com os papéis de energia elétrica nos últimos pregões. A maior baixa do dia ficou com Eletrobrás ON, que caiu 4,8%.


