O risco Brasil continua a descolar-se da Argentina. Ontem, enquanto o risco país argentino subiu de 2.542 para 2.668 pontos, por causa das dificuldades do governo em convencer algumas províncias a aderir ao pacto fiscal, o brasileiro recuou de 1.010 para 993 pontos. Foi a primeira vez desde 10 de setembro que o indicador fechou abaixo de 1.000 pontos.
Para o economista-chefe do HSBC Investment Bank, Alexandre Bassoli, a consolidação da expectativa de que o Brasil vai ter um déficit em contas correntes (que inclui a balança comercial, a de serviços e as transferências unilaterais) menor em 2002, devido à virada da balança comercial, é o principal motivo.
Bassoli diz que os países com elevados déficit em contas correntes são os que mais sofrem o contágio em crises financeiras. A melhora da percepção quanto às contas externas levou os investidores a olhar o Brasil de maneira mais positiva. Nesse cenário, o risco país brasileiro recuou 16% neste mês, enquanto o da Argentina subiu 24,9%.

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