Petróleo, ‘risco Argentina’ e vencimento de índice futuro deram o tom negativo dos negócios ontem na Bovespa. A Bolsa paulista fechou em baixa de 2,33%, com forte volume financeiro de R$ 1,242 bilhão. O país vizinho cancelou duas captações no exterior: em euros e em ienes. Motivo: desconfiança dos investidores estrangeiros, o que minguou a demanda. É o medo do pavoroso 3D: desvalorização, dolarização e default. E, na falta de financiamento externo, a Argentina poderia se ver forçada a buscar recursos domésticos, o que agravaria a sua delicadíssima situação fiscal. Resultado no Brasil: o dólar comercial registrou alta de 0,44% e fechou, ontem, em R$ 1,812 para venda.
O contraponto ao negativismo foi dado por Petrobras, que anunciou um megalucro de R$ 4,506 bilhões no primeiro semestre. Petrobras ON subiu 3,13% – a maior alta do Ibovespa – e Petrobras PN avançou 1,98%.
O barril de petróleo para setembro, em Nova York, fechou a US$ 31,80, em alta de US$ 0,13. Apesar de os estoques norte-americanos do óleo terem crescido esta semana, analistas consideram o montante insuficiente para suportar eventuais gargalos.
O maior receio é que o preço do petróleo suba para até US$ 40 por barril em Nova York no final do ano, como prevêem vários analistas. Para o economista do Centre for Global Energy Studies, Leo Drollas, o preço pode voltar a esses níveis históricos no mercado de Nova York e a US$ 35 em Londres antes do fim do ano, se a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) não aumentar sua produção.

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