São Paulo - O risco país da Argentina chegou a ficar abaixo do brasileiro ontem. Pela manhã, o risco argentino (diferença entre os juros pagos pelos títulos da dívida argentina e os títulos do Tesouro dos EUA, de prazo semelhante) caiu para 393 pontos, enquanto o brasileiro estava em 406 pontos.
O risco é medido pelo EMBI do J.P. Morgan, índice que monitora a negociação dos títulos da dívida de emergentes no mercado secundário (vendas depois da emissão inicial).
O spread ou risco país é uma amostra da percepção dos investidores sobre cada país. Ontem, no fim da tarde, o risco país do Brasil chegou a 400 pontos. Isto é, os títulos da dívida externa brasileira estavam sendo negociados no mercado secundário com um retorno 400 pontos acima dos títulos do Tesouro americano. Por exemplo: se os títulos do Tesouro dessem 2% de retorno, os do Brasil dariam 6%. Já o risco da Argentina voltou a ficar acima do brasileiro, em 415 pontos.
Apesar de ter dado o maior calote da história em sua dívida externa, a Argentina vêm tendo uma grande demanda por seus títulos. Os novos títulos argentinos que estão no mercado resultam da reestruturação da dívida do país, concluída este ano. Para os investidores, a probabilidade de a Argentina dar um novo calote, em sua dívida reestruturada, é muito baixa. Daí a grande procura.

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