Riqueza do país soma R$ 508,7 bi no 2º trimestre
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quinta-feira, 28 de setembro de 2006
Folhapress 
Rio de Janeiro - O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, soma das riquezas produzidas por um país, totalizou R$ 508,7 bilhões no segundo trimestre do ano, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nos primeiros três meses deste ano, o PIB somou R$ 478,9 bilhões. No segundo trimestre de 2005, alcançou R$ 480,1 bilhões. Há cerca de um mês, o IBGE havia divulgado que a economia brasileira registrou uma expansão de apenas 0,5% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses deste ano.
O resultado fraco foi puxado pela indústria e pôs em risco, segundo diversos analistas, a meta do governo Lula para a expansão econômica deste ano, de 4%. Ontem o Banco Central reduziu sua previsão de alta do PIB para 3,5%.
Entre abril e junho, o consumo das famílias significou R$ 282,2 bilhões, segundo o IBGE. Os investimentos representaram R$ 102,2 bilhões e o consumo do governo somou R$ 94,2 bilhões. Os impostos foram responsáveis por R$ 54,9 bilhões.
Na análise por setores, a indústria contribuiu com o equivalente a R$ 184,4 bilhões. Já a agropecuária e os serviços somaram 37,9 bilhões e R$ 252,9 bilhões, respectivamente.
A taxa de investimento correspondeu a 20,1% do PIB no segundo trimestre. Trata-se da maior taxa desde 1997 para esse trimestre. No mesmo período do ano passado, havia sido de 19,9%. Já a taxa de poupança chegou a 23,2% do PIB, o que representa uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2005 (23,9%).
Impostos - O total de tributos pago pelos contribuintes brasileiros aos três níveis de governo alcançou novo recorde no primeiro semestre do ano. A carga tributária foi de 39,79% do PIB, segundo cálculos feitos pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
Com base nesse percentual já alcançado, o IBPT prevê que a carga tributária baterá novo recorde neste ano, superando em cerca de um ponto percentual a de 2005, de 37,82% do PIB. Nos últimos 12 meses até junho, a carga fiscal está em 38,18% - também novo recorde.
O IBPT chegou aos 39,79% dividindo o PIB do semestre, de R$ 987,12 bilhões, pelos R$ 392,78 bilhões da receita tributária total. O instituto calculou que a arrecadação tributária cresceu R$ 33,09 bilhões em valores nominais no semestre (alta de 9,20%). Em valores reais (descontada a inflação pelo IPCA), o aumento foi de 5,04%, ou R$ 18,85 bilhões.
A maior parte do aumento nominal do bolo tributário (R$ 33,09 bilhões) foi abocanhada pela União (governo federal), que ficou com R$ 22,50 bilhões. A seguir vieram os Estados, com R$ 8,73 bilhões, e os municípios, com R$ 1,87 bilhão.
A carga tributária per capita subiu 8,97%, para R$ 2.133 no semestre - ou R$ 176 a mais do que no mesmo período de 2005. No ano, deverá ser de R$ 4.380 (mais R$ 393 em relação a 2005), estima o IBPT. Os contribuintes pagaram R$ 2,17 bilhões em tributos por dia, R$ 90,42 milhões por hora, R$ 1,5 milhão por minuto ou R$ 25,11 mil por segundo.


