No inverno, sem o verde ao longo de suas margens, o Mississipi é um rio como outro qualquer, com alguns pontos discretos outros feios, realçando apenas as grandes pontes rodoviárias, ferroviárias e eclusas, ao longo dos suas 2.348 milhas (cada milha equivale a 1,693 quilômetros). O Rio Mississipi, porém, tem um papel importante na economia mundial - e não apenas a norte-americana. Ele vai do Norte de Minnesota até o Golfo do México. É o maior rio dos Estados Unidos. Corta regiões altamente tecnificada como Quad-Cities de Rock Island e Moline, no Estado de Illinois, e por Davenport e Bettendorf, no Estado de Iowa, todas regiões produtoras. Ao longo do percurso, nas propriedades agrícolas o que salta aos olhos são enormes silos e secadores de grãos. O americano é eficiente em tudo, mas o que mais se destaca é o seu senso de planejamento. Em logística para escoamento da safra, especialmente no transporte, é imbatível.
Ao longo do Mississipi, fora da zona de produção, o principal sistema de drenagem da área que se encontra entre as montanhas rochosas e a região dos Apalaches. Uma série de 29 eclusas e represas entre Minneapolis, Minnesota e Saint Louis e Missouri foi construída para possibilitar a navegação. Enormes barcaças de grãos atravessam as eclusas. Para entender melhor o importante papel do rio no sistema de transportes agrícolas dos EUA, basta observar os (baixos) custos de produção da soja da porteira pra fora - exatamente a etapa que mais onera o produto brasileiro.
Além de uma invejável estrutura de suporte à produção, os norte-americanos não enfrentam problemas como o ‘‘custo Brasil’’. Eles jamais poderiam imaginar filas quilométricas como as que tivemos este ano em Paranaguá. Mas o Brasil, nos últimos anos, além de aumentar sua produtividade, também investiu em logística. A produtividade da soja no Centro-Oeste é similar à média dos EUA, e alternativas de transporte mais baratas, como hidrovia e ferrovia, ainda estão sendo implantadas.

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