Rio Jordão é desviado para obras em hidrelétrica
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terça-feira, 30 de novembro de 2004
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba O governador Roberto Requião (PMDB), a representante do Ministério de Minas e Energia, Márcia Camargo, e o presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Paulo Pimentel, participaram ontem do desvio do rio Jordão, na região central do Estado, para a continuação das obras na Hidrelétrica Fundão. A nova usina deve entrar em funcionamento no segundo semestre de 2006. Ela faz parte do Complexo Energético Fundão/Santa Clara, das Centrais Elétricas do Rio Jordão (Elejor), da qual a Copel detém 70% das ações.
O desvio do rio, que vai passar por um túnel de 151,5 metros de extensão cavado em rocha até maio de 2006, libera a área para os trabalhos de escavação e de construção das principais estruturas da usina. Segundo a Copel, o investimento total no Complexo é de R$ 480 milhões e deve atender ao consumo de uma cidade de cerca de 600 mil habitantes. Todo o Complexo, composto pelas duas usinas e por duas pequenas centrais hidrelétricas, vai ter potência de 245,9 MW.
Além de assistir o desvio do rio, o governador e o restante da comitiva visitaram também as instalações da usina Santa Clara, que está com as obras em fase mais adiantada e deve entrar em funcionamento na metade de 2005. Em abril do ano que vem o túnel usado para o desvio do rio em Santa Clara deve ser fechado e o reservatório começará a ser formado, o que deve durar cerca de 60 dias.
O Complexo é considerado estratégico pelo governo do Estado. Em setembro deste ano a Copel conseguiu a autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, para adquirir o controle acionário da Elejor, comprando os 30% de ações pertencentes à Triunfo Participações, garantindo a posse de 70% das ações ordinárias.
Antes do Cade, a Copel já havia recebido a autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Assembléia Legislativa. Contudo, mesmo sendo aprovada pela Assembléia, os deputados da oposição diziam que a negociação era controversa. A Triunfo teria investido apenas R$ 26 milhões nas usinas. A Copel teria feito um aporte de verbas de mais de R$ 100 milhões, enquanto a Paineiras não teria entrado com nada.


