Rio Grande do Sul ganha duas hidrelétricas
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sábado, 10 de janeiro de 2004
Agência Estado 
São Paulo- A CPFL Energia vai anunciar na quinta-feira o início da construção de duas hidrelétricas, no Rio Grande do Sul. Uma boa notícia para o setor, que teve uma semana negativa com o anúncio de revisão de investimento de duas grandes empreendedoras: Alcoa e Alcan. As usinas, 14 de julho e Castro Alves, fazem parte do Complexo Energético Rio das Antas (Ceran), licitado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em novembro de 2000.
Segundo o presidente da empresa, Wilson Ferreira Júnior, esse foi o tempo de maturação do projeto de engenharia e a obtenção das licenças ambientais. Com a autorização de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a companhia poderá dar andamento às obras. O investimento total das unidades soma cerca de R$ 650 milhões, incluindo a Usina Monte Claro, que pertence ao complexo e já foi iniciada.
As duas hidrelétricas que começam a ser construídas vão injetar no sistema elétrico cerca de 230 MW a partir de 2006. Já Monte Claro, cujas obras começaram em 2002 e vinham sendo tocadas com recursos aportados pelos acionistas da companhia, deverá ser inaugurada neste ano, com potência de 130 MW. Juntas, as três usinas do Complexo Rio das Antas vão gerar 360 MW - o que significa cerca de 10% da demanda de energia do Estado.
Além dessas usinas, a CPFL mantém a construção de outras duas unidades: Barra Grande e Campos Novos, com capacidade para produzir 1.370 MW de energia. Além disso, a empresa tem a concessão de Foz do Chapecó, cujas obras apenas devem ser iniciadas a partir do ano que vem. As unidades estão enquadradas no Programa de Apoio aos Investimentos Prioritários do Setor Elétrico, que conta com financiamento do BNDES. No ano passado, a companhia ameaçou parar as obras por causa da lentidão do banco na liberação dos recursos.
Segundo Ferreira Júnior, as unidades em construção representam 30% da capacidade hidrelétrica que entrará no sistema brasileiro nos próximos anos. ''Da nossa parte, tentamos manter o cronograma em dia, mas temos de ver ser os outros empreendimentos estão respeitando os prazos.'' Na sua opinião, até 2006, o País não teria nenhum problema com falta de energia.


