O secretário de Fazenda do Rio, Marco Aurelio Alencar, disse ontem que se o Senado não aprovar na próxima semana o empréstimo de R$ 3,088 bilhões da Caixa Econômica Federal (CEF) para o governo estadual, o Estado do Rio entregará o Banerj ao Banco Central. O empréstimo servirá para sanear o passivo trabalhista e previdenciário, tornando viável a privatização do Banerj. ‘‘Se o Senado não aprovar o empréstimo até terça ou quinta-feira, nós vamos lavar as nossas mãos em relação ao Banerj’’, disse Marco Aurélio. ‘‘Esgotamos nossos esforços.’’
Segundo ele, que passou os últimos três dias em Brasília numa tentativa de convencer os senadores a aprovarem o empréstimo da CEF, está na hora de os bancários se mobilizarem para evitar que o Banco do Rio de Janeiro seja liquidado. ‘‘Já fizemos a nossa parte, eu não vou mais a Brasília conversar com os senadores’’, afirmou, completando: ‘‘Os servidores devem assumir a responsabilidade que têm em relação ao destino do Banerj.’’ Pelas contas dos bancários, o Banerj dará um lucro de R$ 100 milhões neste ano.
Marco Aurélio deixou claro que a questão agora é política. O Senado aprovou o empréstimo para sanear o passivo do Banespa, de cerca de R$ 3 bilhões, em 24 horas. Também avalizou um empréstimo de R$ 346 milhões para o Credireal, de Minas Gerais, tornando viável a privatização do banco. No dia 25 esgota-se o prazo do Regime de Administração Especial Temporária (Raet) do Banerj. Se até lá o leilão não for realizado, ainda que o Banco Central prorrogue o Raet para o Banerj o governo estadual não aceitará o banco de volta.
A situação dos correntistas, caso o banco venha a ser liquidado, é segura. Todos terão de volta seus depósitos, conforme assegurou o secretário. Os 5 mil funcionários, no entanto, contrários à privatização do banco, estarão na rua.

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