Rigor de fabricação garante alimento seguro
De acordo com o professor titular de Microbiologia Industrial e Biotecnologia de Alimentos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Raúl Castro Gomes, não é comum que alimentos enlatados apresentem problemas. No laboratório de alimentos da UEL, coordenado por ele, são muito poucos os pedidos para avaliação desse tipo de alimento. ''A boa prática de fabricação, conservação e armazenamento, garantem a qualidade'', afirma.
O professor salienta o rigor das indústrias que produzem os enlatados e a fiscalização para cumprir normas de padrão e qualidade. ''Do ponto de vista da conservação, o enlatado é o alimento mais seguro''. Apesar da afirmação, Gómez observa que o valor nutricional dos enlatados é diferente do alimento natural e orienta: ''Quanto mais natural, melhor''.
No caso dos enlatados, o tratamento térmico no momento da embalagem é que garante a conservação do alimento, por isso, não são usados conservantes. ''As empresas que utilizam conservantes em enlatados, perdem dinheiro porque não é necessário'', afirma.
Para identificar possíveis alterações em produtos enlatados, o laboratório mantém uma lata a 35 graus durante um prazo de dez dias e um lote do mesmo produto a 55 graus, por um prazo de cinco dias. ''Se não houver nenhuma alteração, é possível afirmar que do ponto de vista microbiológico, o produto está bom''.
Segundo o professor, cabe ao supermercado manter os produtos bem conservados nas prateleiras e providenciar as substituições necessárias, para manter a qualidade do atendimento.
O professor alerta que o tempo de vida útil da lata é de 2 anos, mantendo a lata intacta. Depois da compra, consumir o produto mesmo com até quatro dias após o vencimento especificado na lata não tem problema nenhum, de acordo com o professor. ''Já nos supermercados, é aconselhável a retirada desse produto da prateleira''. (M.O)





