São Paulo As dificuldades apontadas no relatório relacionadas à regulamentação trabalhista, demora e alto custo para montar um negócio, segundo Klein, aumentam a informalidade, contribuindo para ineficiência da economia. Além disso, o estudo mostra que a rigidez trabalhista, de uma forma geral, prejudica especialmente as pessoas mais jovens e as mulheres e que quanto mais complexa é a regulamentação da área de negócios mais espaço há para a corrupção.
Para o vice-presidente do Bird e diretor do banco no Brasil, Vinod Thomas, atacar esses aspectos microeconômicos não só reforçará o crescimento econômico como também trará ganhos para os pequenos produtores e melhorias na distribuição de renda. ''No Brasil, de cada R$ 1, R$ 0,20 vão para os 20% mais pobres, enquanto R$ 0,61 ficam com a parcela mais rica da população'', diz. ''Regulamentações mais simples e flexíveis estão associadas à melhor performance econômica no mundo todo'', completa Klein, destacando que toda regra tem exceções.
Na França, por exemplo, há maior rigidez regulatória e isso não afeta o bom desempenho econômico. Já na Jamaica, a flexibilidade regulatória não gerou mais crescimento.

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