Ribeirão Preto tenta vender telefônica
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de abril de 1998
Agência Folha 
A Câmara de Ribeirão Preto preparou um megaesquema de segurança para a sessão extraordinária que vota hoje o projeto do Executivo para a privatização da Ceterp S/A (Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto), a partir das 9 horas. O objetivo é garantir que não se repita o tumulto ocorrido na última quinta-feira, quando duas pessoas ficaram feridas e a sessão teve de ser suspensa.
A oposição comemorou a suspensão, pois o projeto de privatização da empresa de telefonia da cidade é do Executivo. A bancada do prefeito Luiz Roberto Jábali (PSDB) é maioria na Câmara e pode aprovar a venda da empresa. A oposição, liderada pelo PT e parte do PFL, diz que só a pressão popular pode evitar que isso ocorra. A oposição tentará impedir a votação.
Se o projeto for votado, ele deverá ser aprovado, diz o vereador Antonio Carlos Morandini (PFL), contrário à privatização. A prefeitura quer autorização para vender suas ações da empresa, que tem capital aberto desde 95. O megaesquema de segurança prevê até o uso de detector de metais na porta da Câmara. Na última quinta, a Agência Folha apurou que algumas pessoas portavam armas de fogo nas galerias da Casa, durante a sessão. O megaesquema de segurança foi definido em reunião da Casa com a Segurança Municipal, Polícia Militar e Polícia Civil de Ribeirão na última sexta. As bandeiras e faixas que serão levadas ao plenário não poderão possuir pedaços de madeira.
O público também será limitado dentro das galerias. A Câmara acomoda 250 pessoas, número exato da cadeiras. Vamos deixar 125 para quem é a favor da privatização e 125 para quem é contra, disse.


