Curitiba - O setor de recursos humanos das empresas não deveria se limitar a cumprir apenas o que determina a legislação. O conceito inovador é do ''RH Estratégico'' que consegue fazer a diferença dentro de uma organização e promover ações que colocam a companhia em um grau de competitividade maior em relação aos concorrentes.
O coordenador do 12º Congresso Paranaense de Recursos Humanos, que acontece esta semana em Curitiba, Edmar Gualberto, explicou que as principais ações para um RH Estratégico são oferecer desenvolvimento de carreira para que os funcionários tenham uma visão de onde vão trabalhar no futuro da empresa, plano de cargos e salários, avaliação de desempenho, desenvolvimento de pessoal, gestão e remuneração por competência.
Segundo ele, hoje cerca de 40% das grandes indústrias brasileiras têm este conceito implantado e entre 10% e 15% dos estabelecimentos comerciais de grande porte. A grande dificuldade ainda é a implantação nas pequenas e médias empresas.
''Para ser um RH estratégico é preciso conhecer a cultura da organização até as entrelinhas e não só através da realização de pesquisas'', destacou. Para ele, é fundamental conversar e conviver com os funcionários. ''O RH não pode ser uma barreira, mas um facilitador'', disse.
Gualberto destacou que uma das grandes motivações para o funcionário são os desafios que ele encontra na organização, saber que tem oportunidade de crescer e ter uma boa experiência profissional. Segundo ele, não é apenas a remuneração que conta. ''As pessoas deixam as organizações por não verem possibilidade de se desenvolverem'', explicou.
Ele disse que os maiores erros do RH são não ouvir os funcionários, não enxergar o precisaria ver e não estar onde deveria para auxiliar na gestão. ''Se a empresa tem um RH que não consegue apurar corretamente as horas extras, não possui plano de desenvolvimento de cargos e salários, não tem como criar um RH Estratégico'', destacou. O grande problema é que a maioria tem se limitado a cuidar da folha de pagamento e da parte legal.
Tecnologia
As redes sociais também podem ser usadas como ferramentas de RH. O italiano Giuseppe Mosello, autor do projeto ''Cidade Virtual'', uma rede social corporativa e diretor geral da Learnway no Brasil, disse que as empresas podem criar redes sociais próprias ou até grupos fechados nas redes sociais abertas como o Facebook. Este instrumento pode favorecer a comunicação e ajudar o RH a fazer a gestão das pessoas.
''A geração Z (os adolescentes de hoje) já não usa mais e-mail apenas as redes sociais e eles estarão nas empresas em poucos anos'', destacou. Além disso, ele lembrou que este recurso também é usado para selecionar novos funcionários. Mas, para que as redes sociais funcionem, as empresas precisam ter um mediador com conhecimentos de RH, Tecnologia da Informação e endomarketing.

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