RFFSA vai vender prédio em Curitiba
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terça-feira, 28 de outubro de 1997
Curitiba 
Marcelo AlmeidaO prédio, no centro de CuritibaA Rede Ferroviária Federal (RFFSA) deve publicar esta semana no Diário Oficial o edital para a venda do prédio administrativo da empresa (na rua João Negrão, 940, próximo à rodoferroviária). O imóvel, avaliado em R$ 10,5 milhões pela Caixa Econômica Federal, tem 13 mil metros quadrados de área construída, em cinco pavimentos, e ocupa um terreno de 15 mil metros quadrados (hoje utilizado para estacionamento de veículos). O leilão deve ocorrer no final de novembro, 30 dias após a publicação do edital.
Segundo o chefe do escritório regional da rede, Paulo Sidnei Carreiro Ferraz, há diversos grupos empresariais interessados na compra. Já fomos sondados por diversos empresários, inclusive de outros Estados, que planejam construir no local um hotel cinco estrelas, um centro de convenções ou um cursinho pré-vestibular.
O leilão do prédio faz parte do Plano de Alienação de Imóveis da rede, que foi iniciado com a privatização da empresa e deve ser concluído em cinco anos. O dinheiro arrecadado será utilizado para o pagamento de dívidas, que hoje somam R$ 2,8 bilhões em todo o País. Os maiores débitos da RFFSA são com o INSS, ICMS e dívidas trabalhistas.
No Paraná, a rede pretende obter R$ 23 milhões até o final do ano com a venda de 450 imóveis (terrenos, casas e outras construções). Hoje, há cerca de 3 mil imóveis no Estado - entre eles, 1,6 mil casas. Segundo Paulo Ferraz, a RFFSA ainda conta com cerca de R$ 65 milhões em bens alienáveis e R$ 300 milhões em imóveis.
Com a venda do prédio administrativo, os equipamentos e funcionários que ainda trabalham na rede (hoje são apenas 30 pessoas) vão ser transferidos para o antigo centro de treinamento da empresa, na Vila Oficinas.
Na quinta-feira passada, a rede conseguiu arrecadar R$ 430 mil com a venda de peças, equipamentos e veículos em um leilão. Dos 138 objetos colocados à venda, 70% foram comprados. Cerca de 300 pessoas participaram do leilão, interessadas na compra de dormentes, trilhos, sucata, linhas telefônicas, veículos usados (três caminhonetes, dois carros, dois caminhões e um ônibus), pneus novos e até aparelhos de ar-condicionado. O próximo leilão será dia 21 de novembro.


