RFFSA acelera venda do patrimônio
RFFSA acelera venda do patrimônio
Carmem Murara
A Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) - privatiza há dois anos - trava uma batalha para conseguir se desfazer de seu patrimônio estimado em R$ 22 bilhões. Todos os escritórios regionais estão empenhados em vender imóveis e equipamentos, que aos poucos vão virando sucata. O próximo leilão de materiais inservíveis será no dia 18 de junho, em Curitiba, e no dia 28 a Rede venderá imóveis em Maringá.
As vendas periódicas foram agendadas no início do ano para que a diretoria da RFFSA possa cumprir a meta de arrecadar R$ 2,4 milhões. A maioria dos estoques é de trilhos, que estavam armazenados nos depósitos da Rede em todo o Estado. O volume que ainda precisa ser vendido chega a 18 mil toneladas de sucata. Em quatro leilões já foram arrecadados R$ 750 mil.
Mas a operação de venda acabou trazendo um problema econômico para a Rede. O excesso de oferta de trilhos fez o preço cair em todo o País. Todos os escritórios estão empenhados na venda e aí o preço caiu lá embaixo, afirmou o chefe da Divisão de Patrimônio da RFFSA no Paraná, Mauro Piazzetta. No ano passado, a tonelada foi vendida por R$ 210, enquanto este ano o preço médio é de R$ 170.
A estagnação do setor da construção civil também contribui para retardar a compra da sucata. No ano passado, com a chegada das empreiteiras para explorar os 2,5 mil quilômetros das rodovias do Anel de Integração, as vendas da Rede se aqueceram, mas em seguida voltaram ao patamar considerado pequeno. Os trilhos velhos são usados para o estaqueamento de barrancos, para conter barreiras e na construção de barracões industriais.
No ritmo em que está, a regional da RFFSA levará ainda dois anos para se desfazer de todo o material inservível e de parte do patrimônio. A idéia é ficar apenas com a área operacional, estimada em R$ 2,5 bilhões. A RFFSA tem pressa em vender o patrimônio e por isso tem acelerado a venda dos imóveis. No ano passado, o escritório regional da RFFSA vendeu 94 imóveis, do total de dois mil espalhados pelo Estado.
Nossa intenção era vender 406 imóveis, mas com os 94 nós conseguimos atingir a meta estipulada de R$ 7,5 milhões, afirmou Piazzetta. As vendas de imóveis da RFFSA são feitas com base na Lei de Licitações. Os interessados precisam apresentar a proposta em carta fechada, e o preço máximo ofertado garante a aquisição. Desde a privatização a RFFSA vendeu 1,5 mil imóveis.





