O secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, disse que não há previsão de aumento de impostos para garantir o esforço fiscal necessário devido ao fechamento do novo acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional). Segundo ele, a Receita continuará trabalhando ‘‘com procedimentos de fiscalização tributária’’ para tentar aumentar a arrecadação dos impostos e contribuições federais.
Quando questionado se a Receita poderia se utilizar da contribuição de intervenção de domínio econômico que incidirá sobre os combustíveis a partir do próximo ano, com a liberação do mercado, Everardo afirmou que esta não é a intenção do governo. ‘‘Queremos apenas substituir o que é arrecadado pela PPE (Parcela de Preço Específica) por um imposto, o que é inclusive mais previsível em termos de arrecadação’’, disse.
Sobre a arrecadação do mês de julho, o secretário voltou a afirmar que ela não sofre efeitos do racionamento de energia elétrica. O secretário da Receita abriu ontem o seminário internacional sobre elisão fiscal, que é uma forma de burlar o pagamento de impostos por meio do planejamento tributário.
Ele afirmou que a elisão fiscal sempre vai existir porque nenhuma lei vai conseguir prever todas as situações de planejamento tributário. ‘‘O importante é fazer Justiça. Não é razoável que um contribuinte pague menos impostos por possuir mais informações’’, disse.
A Receita está realizando o seminário em Brasília que conta com a participação de técnicos de outros países e de estudiosos brasileiros para criar um normativa anti-elisão fiscal. A expectativa da Receita é enviar projeto de leio ordinária sobre o assunto no próximo mês para o Congresso Nacional.

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