Com o objetivo de aumentar a arrecadação e conhecer melhor os empresários de Maringá, a Receita Estadual lançou ontem o projeto ‘‘Maringá 2000’’. Para executá-lo, a Recieta dividiu a cidade em 11 setores. Cada setor passará a ter no mínimo um e no máximo três fiscais para fazer todo levantamento da área. A atuação dos fiscais será permanente em cada setor e não mais em ações específicas em determinadas regiões da cidade.
De acordo com o delegado da RE de Maringá, José Abel Brina Olivo, a idéia é fazer com que o fiscal mantenha um contato permanente com o cliente. ‘‘Quando conhecemos o contribuinte temos idéia da capacidade de contribuição dele e, desta forma, temos mais chances de fazer uma fiscalização direcionada’’, disse.
Segundo Olivo, com os fiscais espalhados em diversos setores da cidade, será possível também ter um controle melhor da movimentação de mercadorias. Ele explica que ao se fixar em uma determinada região, o fiscal terá condições de verificar o movimento de carga e descarga das empresas e a partir daí avaliar se estas empresas estão sonegando impostos.
A expectativa é que a sonegação de impostos seja reduzida em pelo menos 30% com a implantação do projeto. Atualmente, a arrecadação de Maringá é de aproximadamente R$ 6 milhões. A estimativa é que a sonegação chega a 50%. Em toda região de abrangência da Receita Estadual de Maringá, que corresponde a 56 municípios, a arrecadação é de R$ 9,5 milhões. Para atender toda a regional, a RE conta com 120 fiscais.
Outro benefício do ‘‘Maringá 2000’’, segundo Olivo, é a possibilidade de acompanhamento das empresas que estão encerrando ou iniciando atividades. Ele citou como exemplo as lojas que encerram a atividade e não comunicam o fisco imediatamente.

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