RF intensifica fiscalização em Foz
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quinta-feira, 12 de julho de 2001
Emerson DiasDe Foz do Iguaçu 
Cerca de 40 fiscais da Receita Federal estão realizando uma operação especial na Estação Aduaneira do Interior (Eadi) de Foz do Iguaçu, na tentativa de evitar a passagem de cargas com documentos fraudados e também identificar falhas no trabalho interno dos auditores.
A operação Espantando o Frio (alusão aos documentos frios muitas vezes identificados durante o despacho das mercadorias) começou ontem e, segundo o coordenador Sérgio Lorente, não tem data para acabar. Vamos apresentar um relatório geral amanhã (hoje) e decidir se iremos ou não estender o trabalho, disse Lorente, enviado da delegacia da RF de Uruguaiana (RS) para conhecer o sistema de fiscalização realizado em Foz.
A cidade gaúcha também está localizada próxima a uma tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Uruguai). A equipe está ampliando as vistorias (muitas vezes feitas por amostragem), conferindo e comparando certificados de origem e tentando agilizar a liberação dos 600 caminhões que passam pela estação, em média, todos os dias.
Para o delegado da RF em Foz, Mauro de Brito, o principal objetivo do pente-fino não é fazer grandes apreensões, mas sim melhorar a fiscalização e circulação das mercadorias. Encontramos algumas falhas no sistema e queremos aperfeiçoar o modelo que usamos, comentou Brito sem detalhar os erros identificados. Somente no mês passado, a Eadi em Foz registrou o equivalente a US$ 57 milhões em produtos tipo exportação. Outros US$ 43 milhões vieram dos países do Mercosul para o Brasil, passando pelas aduanas paraguaia (Foz/Ciudad del Este) e argentina (Foz/Puerto Iguazú). No primeiro semestre deste ano, as importações que passaram pela cidade totalizaram US$ 283 milhões, enquanto que as exportações atingiram US$ 377 milhões.
Ainda segundo o delegado, o problema mais comum encontrado nas documentações apresentadas pelas empresas de transporte é a falsa declaração de conteúdo. Já houve casos registrados aqui em que a nota dizia óleo combustível, mas no tanque do caminhão foi encontrado solvente. Em outras situações, as empresas são beneficiadas com o canal verde, explicou Brito, referindo-se ao Sistema Integrado do Comércio Exterior (Siscomex), que libera cargas sem qualquer vistoria, baseado na idoneidade das empresas.


