RF em Maringá 'caça' camelôs
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quinta-feira, 13 de setembro de 2001
Lucinéia Parra 
A Receita Federal de Maringá quer a ajuda da comunidade para identificar os vendedores estrangeiros que estão comercializando tênis, chinelos e camisas pelas ruas da cidade. De origem desconhecida e apresentando traços orientais, os vendedores atuam em diversos bairros de Maringá, oferecendo aos moradores e pedestres produtos com preços mais baixos que os de mercado.
O delegado da Receita Federal, Décio Rui Pialarissi, diz que já ouviu falar sobre a atuação dos vendedores mas nunca os viu. ''Cinco agentes já estão instruídos para agir assim que souberem onde estão estes vendedores, mas precisamos da ajuda das pessoas para que nos liguem assim que se depararem os ambulantes''. Conforme Pialarissi, os vendedores estão ''concorrendo ilegalmente com o comércio local porque é quase certeza que as mercadorias são contrabandeadas''. Ele afirma que os agentes estão orientados a apreender as mercadorias que não apresentarem as notas de importação.
De acordo com assessoria da Polícia Federal, o órgão identificou 60 pessoas, incluindo crianças e adolescentes que vieram de Taiwan e que foram beneficiadas pela anistia concedida pelo governo brasileiro em 1998. Estas pessoas, segundo a Polícia Federal, moram em Maringá e têm atividades ligadas à agricultura e ao comércio local.
Quanto aos grupos de ambulantes que estão vendendo principalmente tênis conhecidos como chinezinhos -a relações públicas da PF, Gilvanês Olsen, esclarece que são moradores de São Paulo que viajam para Maringá frequentemente apenas para vender as mercadorias.
Os ambulantes vendem principalmente tênis de marcas conhecidas e muito procuradas. O que chama atenção é o preço dos calçados, quase sempre cerca de 30% do valor das lojas. Os tênis são muito parecidos com os originais, mas quem observa alguns detalhes como as palmilhas e os cadarços, tem certeza que são falsificados.


