Brasília - A Receita Federal pôs em marcha, na tarde ontem, uma operação de combate ao contrabando - inclusive de armas e de drogas - e ao descaminho na região de Foz do Iguaçu que se estenderá até o final do ano. Com a Operação Advento e outras iniciativas, o Fisco estima que, em 2009, a apreensão de mercadorias que ingressaram ilegalmente no País alcance R$ 1,250 bilhão, cifra 19,8% maior que a registrada no ano passado. Até agosto, o valor chegou a R$ 880,2 milhões.
Segundo o secretário da Receita Federal do Brasil (RFB), Otacílio Cartaxo, o Fisco realiza anualmente uma operação para reprimir o contrabando e o descaminho na parcela brasileira da Tríplice Fronteira entre o final de outubro e dezembro. Trata-se de um período em que as atividades ilegais aumentam, em função das festas de fim de ano. Em 2009, a Receita considera que as tentativas de ingresso de contrabando no Brasil devam crescer ainda mais, por conta da crise econômica mundial.
Para 2010, a Receita deverá reforçar suas 20 unidades na fronteira seca do Brasil - da divisa do Amapá com a Guiana Francesa à do Rio Grande do Sul com o Uruguai -, que hoje abrigam 598 funcionários. O Fisco dará prioridade a essas unidades na alocação nos novos 1.150 servidores que admitirá no ano que vem, com base em concurso programado para dezembro. Esses funcionários, segundo Cartaxo, receberão uma vantagem salarial. A Receita também espera montar, a partir de março, unidades conjuntas de fiscalização na fronteira seca com a Política Federal e a Anvisa.
Em um balanço prévio da fiscalização na área aduaneira em 2009, a Receita admitiu que, até agosto, apenas 134 armas e 13,7 mil munições contrabandeadas foram apreendidas nas zonas de fronteira. As retenções mais comuns foram de cigarros, eletroeletrônicos, óculos de sol e bolsas. Nesse período, a Receita realizou 1.439 operações. Até o final do ano, esse total será elevado a 2.150.

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