Brasília - A arrecadação de impostos e contribuições federal totalizou R$ 33,844 bilhões em julho, valor que é recorde para o mês e que representa um crescimento real -já descontada a inflação- de 3,19%, segundo dados divulgados ontem pela Receita Federal. No acumulado do ano até julho, a arrecadação chegou a R$ 222,219 bilhões. Corrigida pela inflação, o valor chega a R$ 222,973 bilhões, um aumento de 3,25%.
Para o secretário-adjunto da Receita Federal, Ricardo Pinheiro, o desempenho é positivo quando se compara com o mesmo período do ano passado, mas está um pouco abaixo da previsão para o ano. ''Estamos não só conseguindo superar o efeito desoneração como aumentar um pouco (a arrecadação). Desse ponto de vista é extremamente positivo. Entretanto, está um pouco abaixo da previsão, e é a partir dessa análise que se verificam possíveis margens para novas desonerações'', disse.
A renúncia fiscal prevista para este ano é de cerca de R$ 9 bilhões. Além disso, há novas medidas em estudo pelo governo que podem aumentar ainda mais a desoneração, como o incentivo para a produção da TV digital e novas reduções de impostos na área da construção civil. A previsão de arrecadação para o ano, de acordo com um último decreto de execução do Orçamento, é de R$ 362,099 bilhões. No entanto, esse valor é da arrecadação líquida, livre das restituições. O número divulgado pela Receita é o bruto.
Previdência - Além disso, a arrecadação da Secretaria de Receita Previdenciária chegou a R$ 10,37 bilhões. A variação real foi de 9,07%.
Os depósitos judiciais totalizaram R$ 791 milhões no mês passado, contra R$ 485 milhões em julho de 2005. No acumulado do ano, a arrecadação chega a R$ 70,951 bilhões. O crescimento real é de 9,78%.

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