A Receita Federal apreendeu no Porto de Paranágua 390 mil maços de cigarro da marca Free, no valor de US$ 195 mil. A apreensão foi feita no último dia 22 e levou a Receita Federal a descobrir uma nova rede de produtos falsificados, oriundos da China para serem vendidos no Paraguai e Brasil. Os cigarros estavam num contêiner, que deveria estar com brinquedos conforme a documentação apresentada. Mas a Receita encontrou apenas 16 caixas de brinquedos e o restante, cigarros.
Além dos cigarros, os fiscais exibiram, ontem, um galpão lotado com mercadorias falsificadas como bolsas da marca Louis Vuitton, bolas Penalty, TVs e lâmpadas Philips e pilhas Duracell. Esses produtos chegam em contêineres no Porto de Paranaguá e são transportados por caminhões para o Paraguai, que entram naquele país pela Ponte da Amizade. Os produtos falsificados serão destruídos, informou a Receita Federal.
A descoberta dessa rede de falsificação trouxe a Paranaguá a diretoria da Associação Brasileira de Combate à Falsificação na Alfândega, uma instituição criada e mantida por grandes empresas multinacionais, que são as maiores prejudicadas pelos crimes de falsificação e contrabando de produtos. De acordo com o diretor da Associação, Fernando Ramazzin, a entrada de produtos falsificados no Brasil atingem hoje US$ 10 bilhões por ano, sendo que 80% da mercadoria é oriunda da China.
‘‘Além das indústrias, os consumidores brasileiros também estão sendo enganados porque estão consumindo esses produtos falsificados’’, lembrou Ramazzin. A Associação de Combate à Falsificação está sendo estruturada em todo o País e já conta com 30 laboratórios mantidos por grandes indústrias para averiguar a procedência dos produtos. Os membros da associação estão intensificando a apreensão de produtos falsificados e contrabandeados em todos os portos do País.

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