FOZ DO IGUAÇU - O chefe do Controle Aduaneiro da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Rubens Filguth, considerou ‘‘normal’’ a fila de aproximadamente 300 caminhões que ainda não cruzaram a fronteira entre a Argentina e o Brasil. ‘‘O Siscomex vai bem, restam apenas alguns problemas de assimilação do programa’’, justificou.
Segundo o funcionário da Receita, o impasse dos caminhoneiros com cargas de frutas, óleo vegetal, madeira, algodão e outras mercadorias procedentes da Argentina, Chile e Paraguai está restrito às Guias de Importação (GIs) que deveriam ser transformadas LIs. Anteontem o Departamento de Comércio Exterior do Banco do Brasil autorizou a Receita Federal em Foz a liberar todos os despachos por GIs, reivindicados por despachantes.
O chileno Hector Hugo Delgado, representante da exportadora Yanten Hermanos, que se encontra há uma semana na aduana Brasil-Argentina, na Ponte Tancredo Neves, queixou-se de que toda a documentação dos carregamentos de frutas feitos por sua empresa foram providenciados há dois meses. ‘‘Fomos informados sobre o novo sistema apenas na véspera, e assim não tivemos tempo de orientar a modificação dos documentos’’, justificou Delgado.
Ele denunciou que grande parte das frutas (maçã, pêra, pêssego, uva e nectarina) estragaram-se. ‘‘Mesmo com a documentação em mãos e dentro do prazo de validade de dois meses, chegamos a esse ponto crítico’’, lamentou. As frutas que não se estragarem sob o calor de 40 graus, que se verifica desde a última segunda-feira na região, fatalmente chegarão ao mercado de São Paulo e Rio de Janeiro com aumento de preço.

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