Londrina - O alto índice de mortalidade de empresas no Brasil 6,45 em cada 10 empresas criadas ano passado foram fechadas, conforme dados divulgados pelo IBGE anteontem não deve ser motivo de desânimo. O conselho vem do empresário mineiro Salim Mattar, sócio da Localiza Rent a Car, que ontem esteve em Londrina proferindo palestra sobre sua experiência profissional, a convite do Consórcio GeNorp/Intuel (Incubadora Internacional de Base Tecnológica de Londrina). A palestra fez parte das atividades do projeto ''A Hora do Empreendedor''.
''Esse índice de mortalidade não é novidade no Brasil e nem no Exterior. A competitividade alija do mercado inúmeros negócios. É inevitável e não existe uma fórmula pronta para mudar isso'', avalia Mattar. Os fatores que levam ao fechamento de empresas aponta ele são vários e passam pela concorrência das que já estão estabelecidas; pelo ambiente econômico, atualmente difícil no Brasil, e custo financeiro elevado. Mas ele lembra que as oportunidades para empreender sempre existirão, principalmente em sociedades em constantes mudanças, sejam elas de consumo, de valores morais, ecológicas ou outras ainda.
Para perceber essas mudanças e se posicionar no mercado é preciso intuição, uma forte característica do empreendedor, na opinião de Mattar. As outras características apontadas por ele são coragem e vontade de assumir riscos de forma responsável. ''Coragem, porque é trabalhoso empreender e vontade de assumir riscos, porque muitas vezes investimos anos de nossas vidas sem retorno e gastando recursos que raramente são próprios.''
Mattar abriu a Localiza Rent a Car, junto com um sócio, em 1973, quando alugar carros ainda era uma novidade no Brasil. E são justamente as novidades que têm chances de darem certo no mercado. ''As chances são ínfimas em setores tradicionais. É preciso fazer algo diferente, coisa que ninguém fez'', avalia. Àqueles que acham que as oportunidades eram maiores anos atrás, Mattar responde: ''Nunca houve tantas oportunidades como agora. O mundo nunca fez tantos milionários como na última década, em virtude da revolução tecnológica''.
O empresário destaca, no entanto, que empreender não significa apenas abrir um negócio próprio e prosperar. ''Empreender, para mim, é realizar um objetivo. E esse objetivo não precisa ser, necessariamente, ganhar dinheiro. Empreendedor é o indivíduo que faz alguma coisa com sucesso e, às vezes, ter sucesso é ter o melhor sorvete do bairro.''

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