Revoltas na África não afetam negócios do Paraná
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terça-feira, 15 de março de 2011
Victor Lopes <br> Reportagem Local 
As revoltas populares enfrentadas na Líbia e também no Egito, localizados no norte da África, frente aos seus governos ditatoriais, não influenciaram diretamente as exportações do Paraná, principalmente em relação aos produtos do agronegócio. Segundo Domingos Martins, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), nenhuma das 22 indústrias que exportam frango para o mercado muçulmano tiveram repercussão negativa após os atentados. ''Felizmente, a maioria das nossas exportações seguem para a Arábia Saudita e de lá são redistribuídas para outros países da região. Este mercado é muito importante para o Paraná e estamos na expectativa para uma saída política para estes países'', comenta Martins.
Já Evandro Ninô, gerente de mercado da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), explica que as exportações para a Líbia, por exemplo, são irrisórias, não gerando nenhum impacto de forma geral. ''O que mais exportamos para a Líbia é açúcar e representa apenas 0,4% do volume total'', avalia Ninô.
Segundo dados da OCB, o Paraná exporta através de cooperativas para países arábes por volta de US$ 130 milhões anuais, o que corresponde a 262 mil toneladas em produtos. O Irã é o maior importador, com US$ 43 milhões e 108 mil toneladas, sendo o óleo de soja bruto o principal produto. Em seguida estão os Emirados Árabes.


