Revitalização de espaços deve favorecer corredores comerciais
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quarta-feira, 05 de março de 2014
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
Três dos principais corredores comerciais do Centro de Londrina estão em meio a processos de revitalização, o que deve valorizar as áreas e atrair mais clientes e lojistas. As regiões onde ficavam o ginásio de esportes Colossinho, na rua Quintino Bocaiuva, o antigo cadeião, na Sergipe, e onde está o Calçadão são hoje consideradas degradadas e perigosas, principalmente à noite, mas a expectativa é de que renasçam como espaços culturais e pontos de encontro.
A reforma da antiga Cadeia Pública de Londrina, em parceria da prefeitura com a Federação do Comércio do Paraná, é a mais adiantada. No local, funcionará um centro cultural do Serviço Social do Comércio (Sesc) estadual, com auditório, biblioteca, salas de oficinas e cursos, galeria e atelier de artes, com previsão para que a obra termine no próximo mês.
Porta de entrada da rua Sergipe, a revitalização do espaço deve transformar o perfil de lojas no entorno, diz o superintendente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Diego Menão. "Uma das primeiras coisas que se via ao chegar a Londrina era o cadeião e corríamos o risco de deixar uma má impressão inicial para a cidade. Quando virar um espaço cultural, vai atrair outros equipamentos à região, como lanchonetes e lojas", afirma.
No local, a maioria dos espaços comerciais estão vazios, tomados por escritórios ou lojas de ferramentas e equipamentos. A ideia, conta Menão, é que a obra marque o início da revitalização de todo o corredor comercial da Sergipe, que vai até a avenida Higienópolis. "Queremos mudar todo o padrão, com visual mais adequado, fachadas mais estruturadas e bonitas, empresários mais unidos e trânsito agradável."
Planos que também são aplicáveis ao Calçadão, hoje dividido em dois. Entre as ruas Hugo Cabral e São Paulo, a prefeitura terminou os três primeiros trechos de revitalização, com a troca de calçamento e instalação de iluminação, lixeiras e bancos novos. Na parte reformada, as famílias usam o espaço público mesmo durante a noite, mas nos dois quarteirões em direção à rua Minas Gerais, a escuridão torna o espaço ermo e pouco convidativo.
Conforme informações da Secretaria de Obras de Londrina, já foi fechada a contratação direta para o trecho quatro, entre as ruas São Paulo e Rio de Janeiro, depois que as tentativas anteriores de licitação para a obra terminaram sem interessados. A reforma custará R$ 422 mil, mas não há previsão de início.
No entanto, a mudança mais esperada no Calçadão é a volta dos quiosques de lanchonetes, bancas de revistas e floriculturas ao local. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) divulgou pesquisa no início de fevereiro na qual 68% de 822 entrevistados gostariam de contar com mais opções comerciais no Calçadão e o prefeito Alexandre Kireeff declarou que é algo que deve ocorrer em "curtíssimo prazo".
Os estudos arquitetônicos já foram finalizados pelo Ippul e a prioridade é retomar as bancas de revistas e as floriculturas, com oito quiosques ao longo da parte já reformada. "Será um espaço de eventos culturais, ponto de encontro à noite, seguro, limpo e iluminado. Depois que as lojas fecham, o Calçadão praticamente morre", diz Menão.
O secretário de Obras, Sandro Nóbrega, e a presidente do Ippul, Inês Dequech, foram procurados para comentar as reformas desde o último dia 26, mas não atenderam a reportagem.
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